Balancete e conciliações: o que você precisa saber sobre o assunto?

Balancete e conciliações são duas das principais técnicas utilizadas por empresas contábeis para apurar a performance financeira de seus clientes.

Balancete e conciliações são duas das principais técnicas utilizadas por empresas contábeis para apurar a performance financeira de seus clientes. Ambos caminham de mãos dadas, portanto, tomados isoladamente deixam de fazer sentido ou, no mínimo, de ser confiáveis. Afinal, em contabilidade não basta apenas lançar as operações financeiras nos respectivos livros de registro.

Para além da função “cartorial” da profissão, é fundamental que esses lançamentos sejam fidedignos, ou seja, reflitam a realidade com 100% de precisão. Dessa forma, profissionais do ramo devem conhecer pelo menos os conceitos básicos sobre essas duas atividades, conforme vamos mostrar a seguir. Acompanhe com atenção!

O que é balancete?

Um balancete é uma espécie de relatório contábil no qual uma empresa registra suas operações na forma de custos, despesas e receitas. Ele deve ser estruturado no conhecido método de partidas dobradas, em que ativos são listados do lado esquerdo e passivos em uma coluna à direita. Cabe ressaltar que balancete não é a mesma coisa que balanço patrimonial (BP). A diferença, nesse caso, está na obrigatoriedade.

Por lei, toda empresa legalmente constituída no Brasil — exceto MEI — deve elaborar seu respectivo BP para fins tributários. Em geral, esse documento contábil engloba todas as operações do exercício fiscal. Já o balancete, embora tenha a mesma estrutura do balanço, diz respeito a períodos de tempo menores.

Ele serve como instrumento de controle não obrigatório, pelo qual uma empresa pode documentar e analisar sua performance financeira ao longo de um mês, por exemplo.

O que são as conciliações na contabilidade?

Há diversos termos da contabilidade em comum com atividades financeiras e de vendas. Um deles é a conciliação, expressão que também é usada em processos de conciliação de cartão de crédito. Semanticamente, ambos os termos têm sentidos idênticos. Portanto, em qualquer um dos casos eles se referem ao procedimento de checagem de contas para sua posterior validação ou não. Digamos que, em um balancete, a empresa verificou que, no dia 27 de janeiro, houve o lançamento de uma venda em um valor acima do esperado. Para assegurar que essa rubrica diz respeito a uma venda de fato é preciso apurar todas as informações que possam confirmar isso. Data da operação, nota fiscal e o saldo bancário devem ser conciliados de maneira a confirmar que esse lançamento é real (ou não).

Qual é a importância de se fazer balancete e conciliações?

Pode parecer preciosismo, mas balancete e conciliações são muito mais do que simples formalidades. Isso porque no dia a dia de uma empresa, principalmente as de médio e grande porte, a falta de controle é uma perigosa porta de entrada para fraudes e desvios. Diante desse risco, somente a averiguação minuciosa das contas por meio desses instrumentos garante a lisura dos processos contábeis. Casos reais não faltam para ilustrar que, sem métodos de controle, uma empresa pode amargar prejuízos milionários. Um deles aconteceu há alguns anos no Estado do Paraná, em que um auxiliar administrativo conseguiu desviar do caixa da empresa mais de R$ 1 milhão durante 10 anos. A fraude só foi descoberta depois que a contabilidade verificou um rombo nas contas ao consolidar o balanço patrimonial.

Como fazer uma conciliação contábil?

De certa forma, a conciliação contábil é como manter “um olho no padre, outro na missa”. Ela é um meio de conferência para assegurar que tudo que constar no balancete faz parte das operações da empresa. Considerando que essa pode ser uma atividade relativamente complexa e trabalhosa, o melhor a fazer é planejá-la. Com o tempo, sua empresa terá muito mais controle sobre as contas e poderá até aperfeiçoar a conciliação — aplicando, por exemplo, sistemas ERP e softwares desenvolvidos com essa finalidade. Veja a seguir como começar do jeito certo!

Tenha instrumentos de controle

O pontapé inicial da conciliação contábil deve ser dado pela aplicação do controle das finanças. Isso implica cuidar do registro do fluxo de caixa, por onde todas as despesas e receitas da empresa devem passar. Também precisam ser tomados como instrumentos de controle o acompanhamento dos juros sobre empréstimos, vendas a prazo e outros pagamentos recorrentes. O mais importante é que nenhuma entrada e saída financeira passe em branco. Para isso, vale investir em um sistema contábil que permita automatizar parte das rotinas na hora de fazer esses lançamentos. Considere que, quanto menos a mão humana intervir na hora de lançar e calcular valores, menos riscos ocorrerão de erros e imprecisões.

Relacione todas as contas

É muito comum que uma empresa tenha mais de uma reserva financeira, ainda mais quando se trabalha com vendas online. Um exemplo são os e-commerces que, além das contas bancárias, mantêm valores em carteiras digitais ou plataformas de pagamento eletrônicas. Essas contas devem ser todas listadas para que, na hora da conciliação, possa ser verificada a origem e o destino dos valores lançados no balancete. Da mesma forma, devem ser lançados juros incidentes sobre o uso dessas contas, bem como as taxas cobradas e eventuais tarifas.

Estipule um período

Diferentemente do BP anual, o balancete deve ser utilizado enquanto instrumento de controle para períodos mais curtos. Por outro lado, como definir um período que não seja curto demais a ponto de ocupar muito tempo em sua elaboração? Depende. Para empresas com muitos lançamentos diários, talvez seja melhor “picar” os registros, recorrendo a formatos como o balancete dinâmico. Por essa técnica, a documentação acontece em tempo real, fornecendo uma prova diária de todas as transações realizadas. O mais comum, entretanto, é que o balancete seja feito a cada 30 dias como forma de consolidar as operações ao longo do mês.

Faça o comparativo

Uma vez que tudo está lançado, é hora de fazer a conciliação, analisando os dados relativos às entradas e saídas das fontes dos recursos e das contas bancárias. Por ser uma etapa bastante minuciosa, é recomendável que seja realizada com auxílio de um sistema ERP ou um software de gestão contábil.

Corrija e apure os erros

O trabalho não termina quando o balanço está concluído. Esse é um documento muito importante porque também serve para balizar a tomada de decisão. Nesse aspecto, ele pode apontar possíveis falhas operacionais e estratégicas que estejam refletindo na performance contábil ou mesmo fraudes e inconsistências. Tenha balancete e conciliações como um retrato fiel da sua realidade financeira e, com o tempo, você verá que as decisões baseadas nesse registro tendem a ser mais certeiras. Afinal, só se gerencia o que se mede, certo? Aproveite para assinar a newsletter da Alterdata e receber conteúdos como este em seu e-mail!

Fonte: Contábeis

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A Importância do compliance contábil para as empresas

O compliance consiste em criar e facilitar os controles internos dando mais eficácia e qualidade nos resultados e em especial diminuir os riscos financeiros para a empresa.

Porque ultimamente se ouve tanto falar em compliance, você sabe o que significa? Afirma-se segundo Coimbra e Manzi que Compliance significa cumprir, executar, obedecer, observar, em outras palavras quer dizer: agir com base nos  padrões éticos, ou seja, manter em conformidade com as normas e leis, para que esses sejam de fato cumpridos.

De acordo com Coimbra e Manzi (2010), diz-se que Compliance:

origina-se do verbo inglês to comply, que significa cumprir, executar, obedecer, observar, satisfazer o que lhe foi imposto. Compliance é o dever de cumprir, de estar em conformidade e fazer cumprir leis, diretrizes, regulamentos internos e externos, buscando mitigar o risco atrelado à reputação e o risco legal/regulatório. (COIMBRA & MANZI, 2010, p. 2).

A importância do compliance contábil para as empresas, seja ela de Pequeno ou médio porte, consiste em criar e facilitar os controles internos dando mais eficácia e qualidade nos resultados e em especial diminuir os riscos financeiros para a empresa.

A forma mais importante do compliance contábil é a analise dos riscos para o negócio, estabelecendo o que pode ameaçar os resultados e implementando ações, a outra forma que devemos destacar é o processo de gestão, através do fluxo de caixa, do controle, dos tributos, das receitas, despesas e dos investimentos, resultando em um maior controle das informações nos processos decisórios.

O profissional contábil com expertise em compliance, necessita entender melhor as suas funções e responsabilidades, não basta elaborar e publicar procedimentos e direcionar as responsabilidades aos gestores, eles precisam mudar o seu jeito de pensar e agir, eles precisam ser bem mais consultivos e participativos, entender o que está sendo cobrado e como podemos melhorar as atividades para se obter uma boa gestão do negócio.

Portanto é preciso estar sempre bem informado e buscando profissionais capacitados para trazer novos conhecimentos, e estratégias para o seu negócio, quanto maior a informação que você tiver sobre os processos, riscos e concorrentes, mais fácil conseguirá implementar o compliance contábil em sua organização.

Fonte: Contábeis

Algumas vez já se pegou com a seguinte dúvida: o que é o Lucro Real?

Sendo o regime tributário mais complexo da legislação brasileira, é preciso ter cuidado quanto às decisões e apurações realizadas nesse conjunto de leis regulamentadoras. Uma vez que a classe empresarial brasileira, enfrenta grandes prós e contras com o rigoroso enquadramento desse regime.

Por isso, neste artigo, nosso escritório contábil para empresas de diversos portes e nichos focará no conceito, definição, prós e contras do Regime Tributário Lucro Real, entendendo assim a importância do contador no planejamento tributário empresarial, como solução agregadora de valor aos negócios!

Vamos lá?

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O que é o Lucro Real

Se trata de um dos regimes de tributação mais complexos existentes. Assim, por meio dele, as contribuições do CSLL e do IRPJ são determinadas com base no lucro líquido obtido pela empresa.

O que significa dizer que, no Lucro Real, a tributação deverá ser calculada, levando em conta o lucro líquido obtido pela empresa no período de apuração fiscal. Sendo que, nesse caso, que contar com uma contabilidade especializada – o que também pode ser denominada como contabilidade real – se torna tão importante, visto que, em muitos casos, é preciso saber quando acrescentar ou abater possíveis valores para que a empresa não fique no prejuízo e em desconformidade com o Fisco.

Que tipos de empresas devem ser incluídas no Lucro Real?

  • Primeiro, toda empresa com faturamento anual superior a R$ 78 milhões.
  • Empresas que trabalham com sistema financeiro, como caixas econômicas, bancos, cooperativas de créditos, empresas de seguros, sociedade de créditos etc; devem estar incluídas, independe de seu faturamento.
  • Todas as empresas onde seus lucros tiverem ganhos de capital vindos do exterior.
  • Empresas de factoring.
  • Empresas com benefícios fiscais, onde haja redução ou isenção de impostos. 

Quais são os prós e contras do Lucro Real?

Vantagens do Lucro Real:

  • Há possibilidades de compensação de prejuízos fiscais.
  • Pode-se aproveitar créditos do COFINS e PIS.
  • Pode-se fazer uso da apuração trimestral ou anual.
  • Nos casos em que a empresa ficar em prejuízo fiscal, não há obrigatoriedade de contribuição.
  • Se trata de uma tributação mais justa, pois leva em conta a real situação da empresa e de seus resultados financeiros. 

Desvantagens do lucro real:

  • Se faz necessária uma gestão contábil bem assessorada, a fim de evitar erros e penalidades.
  • Maior burocracia com a gestão de documentos fiscais.
  • Maior volume das obrigações acessórias.
  • Demanda rigorosa de controle contábil.
  • Apesar de haver alíquotas um pouco maiores para PIS e COFINS, entram outras vantagens nos contextos de permissão de créditos.

Portanto, assim como muitas empresas podem ter seus benefícios e desvantagens com outros tipos de regimes, com este não é muito diferente. 

O que queremos dizer é que em todos os casos é sempre importante “pesar” todas as vantagens e desvantagens para encontrar o regime tributário que melhor irá favorecer o seu ponto de equilíbrio empresarial!

Por isso, se você quer atuar com maior segurança, tendo uma assessoria e gestão adequadas, conte conosco! Estamos bem preparados para melhor atender a você, fazendo-o prosperar! 

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