Pix: BC promete saque no comércio e compras offline para 2021

Banco Central anunciou novas funcionalidade do Pix, entre elas o pagamento offline e saque de cédulas no comércio.

O Pix terá novas funcionalidades a partir do primeiro semestre do ano que vem. O Banco Central (BC) anunciou que será possível realizar transações offline e também o saque Pix, que vai permitir que o cidadão possa sacar cédulas em comércios cadastrados.

O BC também aproveitou para reforçar que o sistema de pagamento deverá continuar gratuito para uso de pessoas físicas, quando o envio de recursos tem a finalidade de transferência e compra. O mesmo acontece no ato para receber um Pix com o objetivo de transferência.

Para pessoa física, somente duas situações poderão ser tarifadas: o primeiro acontece quando o usuário faz um Pix utilizando o canal de atendimento presencial ou pessoal da próprio banco, inclusive por telefone, e a segunda situação ocorre quando a pessoa exerce atividades comerciais. Por exemplo, o caso de vendedores pessoas físicas que recebem Pix devido à venda de produto ou serviço.

Já para pessoas jurídicas, o preço-base do Pix é de um centavo a cada dez transações. Ainda no caso de pessoa jurídica, a instituição detentora da conta do cliente pode cobrar tarifa em decorrência de envio e de recebimento de recursos, com as finalidades de transferência e de compra.

O modelo de precificação (custo fixo ou percentual) e os valores das tarifas podem ser livremente definidos pelas instituições.

Saque

O BC disse que o saque Pix é uma funcionalidade importante que está prevista para o primeiro semestre do ano que vem. De acordo com Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, o foco está nas cidades menores, onde a população não tem fácil acesso às agências bancárias.

“O cashback é super importante, porque, conversando com lojistas e o pessoal do comércio ampliado têm muitas cidades que não têm caixas eletrônicos ou agências bancárias. É para facilitar a vida das pessoas”, diz Campos Neto.

Segundo o presidente da autarquia, o usuário poderá retirar dinheiro físico no comércio, junto com sua compra. Trata-se de uma conveniência para o consumidor e é interessante para o estabelecimento comercial, porque reduz o custo com gestão e segurança.

Outras funcionalidades

O Banco Central ressaltou que segue uma agenda evolutiva, com novas funcionalidades que entrarão, como o Pix Programado, função comparada ao cartão de crédito pelo diretor de organização do sistema financeiro e resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello.

“O Pix programado também é uma novidade, para o primeiro semestre do ano que vem. Nada mais é que você fazer um Pix irrevogável, que nele tem que vir embutido um produto de crédito, assim como no cartão de crédito, quando você faz uma transação parcelada no cartão, aquelas transações são garantidas pelo banco emissor do cartão de crédito, essa mesma funcionalidade estará garantida no Pix”, explica Mello.

Com o intuito de desburocratizar as transações e tornar o processo acessível, mesmo para a população que não tem fácil acesso à internet, o BC também trouxe mais novidades sobre o Pix Offline. A ação está prevista para o primeiro semestre de 2021, mas ainda sem uma data anunciada.

O BC explica que essa agenda evolutiva será uma espécie de QR Code offline. Ou seja, o pagador irá iniciar o pagamento mesmo sem conexão com a internet. A ponta recebedora, por sua vez, precisará estar conectada. Logo, um recebedor, que geralmente será uma loja ou comércio, já está conectado.

“Isso está previsto para acontecer dentro das próximas ações da agenda evolutiva, não temos uma data certa, mas é considerado algo relevante, como mais uma funcionalidade relevante para a sociedade brasileira”, diz Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do departamento de competição e estrutura do mercado financeiro do BC.

Fonte: Contábeis

Pagamento via WhatsApp retoma testes para ser regularizado

Banco Central autorizou os testes de pagamento via whatsapp, mas a ferramenta ainda não está autorizada a operar comercialmente.

Quarenta dias depois de ter sido suspenso no Brasil, o serviço de pagamentos do WhatsApp voltou a ser testado no país. O Banco Central (BC) autorizou os testes, mas disse que isso não significa que a ferramenta já tem permissão para operar comercialmente no Brasil. Segundo a autoridade monetária, o processo de regulação continua.
Os testes com o serviço de pagamentos do WhatsApp foram retomados pela Visa. A empresa informou que teve “autorização do Banco Central para realizar testes com novos participantes no ambiente do WhatsApp”, o que considera “um passo importante para continuar aperfeiçoando esse modelo de pagamento e inserir mais parceiros no projeto”. Mas destacou que “ainda não poderá realizar operação comercial na plataforma”.

Testes

Em nota publicada nesta segunda-feira, 3, o BC confirmou a autorização para os testes da Visa. Mas alertou que “esses testes não podem envolver a realização de qualquer transação real com usuários e não podem movimentar valores reais em qualquer montante”.

A autoridade monetária lembrou que o pedido do WhatsApp, da Visa e da Mastercard de operarem uma solução de pagamentos digitais que parte do aplicativo de mensagens “continua sendo analisado conforme os procedimentos e prazos-padrão utilizados com outros pleitos”.

O BC garantiu que está trabalhando para “concluir essa análise o mais rápido possível, de modo a logo recepcionar os novos participantes no sistema de pagamentos, com a devida segurança quanto à saudável competição e à segurança de dados dos usuários.”

Suspensão

O serviço de pagamentos do WhatsApp foi lançado no Brasil em meados de junho. Porém, logo depois foi suspenso pelo Banco Central. À época, o BC argumentou que a ferramenta já nascia com milhões de usuários. Por isso, precisava passar pela mesma trilha de aprovação dos demais integrantes do sistema de pagamentos brasileiros para comprovar que é segura e competitivo.

O processo tem contado com o apoio do WhatsApp, cujos executivos chegaram a se reunir com a diretoria do BC para apresentar os detalhes desse arranjo de pagamentos. A Visa também disse que segue “à disposição e contribuindo com o regulador para que a inovação esteja liberada em breve, beneficiando indivíduos, empresas e economias em geral.” Já a Mastercard deve se manifestar sobre os questionamentos do BC nos próximos dias, segundo a autoridade monetária.

Fonte: Contábeis